

Temos um cuidado especial com a nutrição de nossos Buldogues Franceses. Apesar de sempre utilizarmos as melhores rações (Super Premium) existentes no mercado, sempre achamos que nossos cães poderiam comer melhor e com muito mais vontade. Além disso, frequentemente vemos casos de cães sofrendo problemas de saúde por contaminação de rações industrializadas, o que foi um fator decisivo para darmos um novo rumo à nutrição de nossos frenchies. Procuramos, então, uma alternativa à ração que fosse mais saudável (por sabermos exatamente o que nosso cão consumiria), sem conservantes e mais apetitosa para os paladares de nossos Frenchies. Foi aí que achamos a BARF.
BARF significa Biologically Appropriate Raw Food (“Alimento Cru Biologicamente Apropriado”). A dieta consiste em ofertar alimentos crus, carnes com ossos na maior parte do tempo (os chamados "meaty bones") e outros alimentos, como vegetais, frutas, ovos e peixes, criando assim uma dieta balanceada e biologicamente responsável.
O resultado é surpreendente. Temos visto:
- Dentes limpos naturalmente, sem precisar de escovas ou cirurgia. Ausência de gengivite.
- Muito menos fezes, agora firmes e com cheiro reduzido.
- Pêlos mais brilhantes e com queda reduzida.
- Diminuição de "cheiro de cachorro".
- Cães esperando entusiasmadamente a hora da refeição, inclusive cães difíceis de comer mostram um excelente apetite com a dieta.
Para explicar melhor a escolha desses alimentos e o que nos fez mudar de vez para a BARF, leia o texto abaixo, retirado do excelente Blog Cachorro Verde, da autora Sylvia Angélico, jornalista formada e graduanda de Medicina Veterinária.
O QUE MOTIVOU A GENTE A ESTUDAR SOBRE ALIMENTAÇÃO NATURAL
Por: Sylvia Angélico - Cachorro Verde.
Uma série de fatores influenciaram a nossa procura por uma nutrição natural para os peludos aqui de casa. O primeiro deles foi a nossa total perda de fé na indústria das rações para pets, por motivos que serão explicados daqui a pouco. Nossos cães sempre comeram apenas rações super premium e no entanto os três sofriam com problemas dermatológicos recidivantes (que retornam toda hora) e doença periodontal (“tártaro” e mau hálito). Pesquisamos muito e o que aprendemos é assunto para um livro. Mas vou tentar transmitir aqui os detalhes mais importantes.
1. A base da ração industrializada é o milho, um grão energético e barato, porém altamente indigestível por carnívoros (ou você já viu algum lobo no Animal Planet devorando uma espiga?...). Esse excesso de milho é o que causa fermentações gástricas, ajuda a criar o mau hálito, o tártaro, predispõe a alergias, volume intenso das fezes e favorece a torção gástrica (condição potencialmente fatal que leva ao estufamento e à rotação do estômago do cão). Existem até estudos ligando a ingestão excessiva de milho ao aumento da agressividade nos cães...
Como se isso tudo não bastasse, esse milho - que muitas vezes é transgênico, apesar de o público desconhecer essa informação - pode ter sofrido um mau processo de transporte e conservação, entrando mofado na composição da ração. Usando as palavras do um professor, doutor em nutrição animal, "o problema não é o mofo em si, mas as toxinas geradas pelo fungo quando ele se estressa." Ou seja, aparentemente, a presença de mofo nos grãos é uma situação corriqueira dentro das indústrias. O problema é o mofo se estressar e liberar essas toxinas...
Agora, você já viu alguma embalagem de ração informando a presença maciça de milho em sua composição? Provavelmente não. Sabe por que? Porque até os leigos sabem que milho não é comida de carnívoro.
2. E as rações à base de arroz? Bem, arroz é um grão mais nobre, portanto, mais caro. Por isso mesmo nessas rações supostamente "à base de arroz", o milho ainda está predominantemente presente. E esse arroz, ainda segundo uma fonte fidedigna, é muitas vezes arroz impróprio para connsumo humano. Ou seja, sacas caídas dos caminhões, safras ruins, acometidas, etc.
3. E aqueles legumes fresquinhos que aparecem nas propagandas das rações na TV? Esqueça. Legumes são caros e altamente perecíveis. No lugar de legumes, entram vitaminas sintéticas (a China é um dos principais fornecedores) para mimetizar os nutrientes dos legumes, e claro, corantes e aromatizantes artificiais, assim, o grão cor-de-laranja da ração pode se passar por uma cenourinha aos nossos olhos.
4. Proteína é um capítulo à parte. Todo mundo sabe que carne deveria ser a principal fonte de alimento de cães e gatos. A fonte número 1. Mas quem acha que esse nobre ingrediente entra na composição se engana. Ou pelo menos se decepciona ao descobrir o tipo de "carne" que entra. Quando eles dizem "carne de frango", entenda “subprodutos”, como bico, penas, pés e sangue de aves, na forma de farinha. Ou você acha que seu animal ingere, por meio da ração, as mesmas partes nobres de carne que você e sua família? Os formuladores das rações garantem que os níveis de proteína dos subprodutos é tão alto quanto a da carne fresca. Mas existe uma coisa chamada biodisponibilidade. E é ela quem determina se o organismo do seu cão irá conseguir, de fato, absorver aquela proteína. Uma bota de couro pode ser rica em proteína, mas isso não significa que você (ou qualquer animal) consiga aproveitar esse nutriente. E é isso o que diferencia uma farinha de bico de frango de um pedaço de carne fresca propriamente dito. Na verdade os formuladores sabem disso. Eles sabem muito bem que os processos de peletização – para fazer o croquetinho da ração - e o de extrusão – que aumenta a vida útil da ração - submetem a mistura a temperaturas tão altas que terminam por degradar qualquer valor protéico que os subprodutos tenham.
Como eles fazem, então, para impedir que seu cão desenvolva anemia ou outras doenças carenciais em pouco tempo? Compensam, colocando aminoácidos (a menor porção da proteína) sintéticos diretamente na mistura da ração. Mas a gente sabe que a simples presença destes aminoácidos na ração não substitui o processo natural de digestão e absorção de fontes protéicas de boa procedência. Se não fosse assim, poderíamos trocar bifes e filés por pílulas. Alguém topa? Alguém toparia fazer isso com um filho pequeno? Resumindo, aquelas ilustrações no rótulo das rações, que mostram deliciosos cortes de carne, jarras de leite fresco, vegetais e etc, camuflam a presença de farinhas de subprodutos pouco aproveitáveis que uma vez superaquecidos não servem para nada, salvo para constarem na fórmula como ingredientes de origem animal.
E isso não é só no Brasil, não.
5. Você deve ter acompanhado o recall de diversas rações nos Estados Unidos no ano passado. Dezenas de cães morreram por insuficiência renal aguda ocasionada por toxinas de microorganismos presentes no trigo utilizado naquelas rações. Fica evidente a falta de critérios para um ingrediente entrar na ração dos pets. Existe fiscalização? Mais ou menos. Os órgãos oferecem cursos que formam fiscais. Mas esses profissionais muitas vezes são empregados (e muito bem remunerados) pelas próprias indústrias de ração, tornando-se funcionários destas. Dá pra conservar alguma idoneidade profissional trabalhando assim?
O próprio Ministério da Agricultura confere apenas os rótulos das rações e os estabelecimentos antes de permitir o ingresso de um novo produto no mercado pet.
Diversos vídeos revelam as verdadeiras fontes de “carne fresca” que entram na composição das rações norte-americanas: corpos de animais usados como cobaias para testes em laboratórios (entupidos de medicamentos e ainda portando microchips, coleiras, etc...), animais atropelados (selvagens e domésticos), animais eutanasiados (sacrificados) em clínicas veterinárias, abrigos e centros de controle de zoonoses, animais acometidos por doenças como febre aftosa, tumores, etc. Ou seja, o que entra na ração é tudo aquilo que não é aceito como apropriado para consumo humano.
6. Por que então as rações são tão caras? Porque estamos pagando o maquinário caríssimo e sua manutenção, os salários dos funcionários, o marketing, as pesquisas e investimentos voltados ao desenvolvimento contínuo de aditivos como palatabilizantes, odorizantes, corantes e, principalmente, conservantes. O objetivo dessas indústrias não é oferecer produtos de qualidade. Não é melhorar a matéria-prima. O objetivo é abocanhar a maior fatia possível desse mercado bilionário, e “consertar” erros de fórmula trabalhando conceitos convenientes em propagandas que custam milhões de dólares e em embalagens que trazem informações deliberadamente equivocadas. É aquela velha história: para que melhorar a base – coisa cara pra chuchu – se posso pagar menos convencendo o público de que lixo é ouro?
7. Se a ração é tão artificial, por que os meus cães gostam tanto? Por causa dos aditivos como os palatabilizantes e odorizantes. Gastam-se milhares de dólares em pesquisas todos os anos em busca daquele aditivo que fará seu cão salivar como nas propagandas e preferir a marca X à marca Y. Tudo sintético, é claro.
8. Outra informação importante é com relação aos conservantes. Para fabricar uma ração que dure até dois anos nas prateleiras das lojas, as indústrias investem pesado em embalagens tecnológicas e em conservantes agressivos, muitos deles notoriamente cancerígenos. Não é a toa que nutricionistas de humanos nos mandam comer alimentos frescos e evitar excesso de salgadinhos, congelados, processados e etc. Porque faz mal. E para os animais é a mesma regra. Agora imagina se você comesse todo dia um alimento feito para durar 2 anos no supermercado? Repleto de substâncias químicas, antibióticos, farinhas, matéria-prima pobre, ração vencida (sim, não raro elas entram de novo na composição de novas batidas)...
9. Você é o que você come, certo? A nutrição é a base da saúde. E é por esse motivo que nossos cães estão adoecendo tanto. Podem até estar vivendo mais – e estão! – em comparação a vinte, trinta anos atrás. Mas esse mérito não se deve às rações secas, industrializadas e supostamente balanceadas. Os cães estão vivendo mais por causa do avanço da medicina, das cirurgias, dos diagnósticos, do maior conhecimento por parte dos proprietários, por conta da prevenção em gera, etc.
Mas chega a velhice e a maioria adoece de insuficiência renal, doenças cardíacas, tumores, diabetes, enfermidades relacionadas a obesidade, problemas oftálmicos, alérgicos, gástricos, dentários e etc. Ou seja, estão vivendo mais, isso é fato. Mas em vez de chegarem à reta final com qualidade de vida, morrendo tranqüilamente de velhice, como acontecia freqüentemente no passado, estão definhando quase que obrigatoriamente de doenças crônicas, em proporção muito maior do que os idosos humanos. E uma das coisas que mudou radicalmente nos últimos 20-30 anos foi justamente a alimentação dos pets, que antes comiam carne, arroz e legumes ou restos da nossa comida. E que hoje comem ração industrializada.
Não é de se pensar a respeito?
Se você deseja saber mais sobre a BARF e como fazer a mudança para que seu pet coma uma alimentação natural com os excelentes benefícios da BARF, visite o blog Cachorro Verde e outros links sobre a BARF localizados em nossos Links.
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